{"id":443,"date":"2021-10-07T23:52:00","date_gmt":"2021-10-08T02:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/symbolize.com.br\/?p=443"},"modified":"2021-10-12T00:30:57","modified_gmt":"2021-10-12T03:30:57","slug":"os-dois-nada-da-anorexia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/2021\/10\/07\/os-dois-nada-da-anorexia\/","title":{"rendered":"Os dois &#8220;nada&#8221; da anorexia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Tha\u00eds Rafael<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao nos debru\u00e7armos sobre a pr\u00e1tica psicanal\u00edtica na atualidade, ou melhor, ao vislumbrarmos as \u201cnovas\u201d forma\u00e7\u00f5es sintom\u00e1ticas que se achegam a cl\u00ednica, isto \u00e9, sobre algum ponto da contemporaneidade, logo surge como ponto de observa\u00e7\u00e3o um tema recorrente nas produ\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso da disciplina \u201cO campo do consumo e gozo\u201d, a saber, a anorexia. Tal tema, desperta certa curiosidade uma vez que esta modalidade de sintoma se faz cada vez mais presente em nossa sociedade, podendo revelar-se como produto de nossa era civilizat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, \u00e9 na tentativa de melhor compreender as modalidades sintom\u00e1ticas que afligem o sujeito contempor\u00e2neo que a tem\u00e1tica em torno da anorexia ganha seu relevo. Frente a esse p\u00e9riplo alguns autores podem trazer luz \u00e0 nossa pesquisa, e entre alguns nomes est\u00e1 Recalcati (2001), principalmente em seu texto: &#8220;<em>Os dois \u201cnada\u201d da anorexia<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo este autor, a porta de entrada para se refletir sobre a quest\u00e3o da anorexia \u00e9 o nada. Isso implica pensar tamb\u00e9m que a anorexia perpassa pelo culto ao nada, principalmente quando as anor\u00e9xicas dizem: \u201cgosto de nada, como nada\u201d. Dessa maneira Recalcati (2001) ir\u00e1 extrair elementos precisos sobre os dados cl\u00ednicos recolhidos, e o primeiro deles refere-se ao uso do termo anorexia no singular.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal assertiva corrobora com a ideia de que n\u00e3o existe uma categoria \u00fanica de anorexia, ou seja, ela n\u00e3o \u00e9 uma estrutura cl\u00ednica, e devemos nos arguir sobre a utiliza\u00e7\u00e3o do termo no singular, uma vez que podemos pensar que sua manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por v\u00e1rias formas e modalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, n\u00e3o se trata de uma estrutura cl\u00ednica, n\u00e3o obstante, \u00e9 de f\u00e1cil identifica\u00e7\u00e3o, na medida em que a paciente j\u00e1 prontamente se identifica ao sintoma em jogo. Isso \u00e9 um primeiro alerta que repercute a ideia de n\u00e3o nos deixarmos guiar pela tenta\u00e7\u00e3o e atribuir a anorexia uma no\u00e7\u00e3o categoria cl\u00ednica, antes, devemos pensar no aspecto singular apresentado por cada paciente. (RECALCATI, 2001).<\/p>\n\n\n\n<p>De posse dessa primeira elabora\u00e7\u00e3o devemos entender de que \u201cnada\u201d se trata. Neste mesmo texto o autor ir\u00e1 trabalhar com dois modos distintos da presen\u00e7a \u201cdos nadas\u201d e com isso diferenciar as nuances da anorexia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Primeiro nada e o simb\u00f3lico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro nada ir\u00e1 corresponder h\u00e1 um objeto separador, diante de um Outro excessivo, seja no cuidado extremo e asfixiante, ou na falta de cuidado excessiva, ou seja, dois excessos. Quando a anor\u00e9xica recusa-se a alimentar-se, essa \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o que tem uma fun\u00e7\u00e3o, um endere\u00e7amento, ou seja, \u00e9 uma maneira de barrar o Outro, de colocar a falta no Outro. E um ponto interessante se situa aqui: a anorexia costuma ter sua g\u00eanese na adolesc\u00eancia, e privilegia consideravelmente as mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Recalcati (2001) a adolesc\u00eancia \u00e9 marcada como um ponto crucial da vida humana, e aqui a anorexia pode encontrar um estatuto fundamental; ela pode surgir como ponto de sa\u00edda para os conflitos que ali se presentificam. Em suma, como ponto de sa\u00edda frente \u00e0s reviv\u00eancias dos conflitos ed\u00edpicos marcados pela dimens\u00e3o do trauma. Podemos inclusive recordar que Freud (1896\/1996) encontrou seus primeiros elementos te\u00f3ricos privilegiando a entrada traum\u00e1tica da mulher na adolesc\u00eancia, isso devido ao retorno de um evento excessivo da lembran\u00e7a de uma atividade pulsional infantil.<\/p>\n\n\n\n<p>Dito isso, pode-se afirmar que a adolesc\u00eancia envolve um instante de fragilidade, tanto das identifica\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias quanto simb\u00f3licas, e um constante imposi\u00e7\u00e3o do real (CUNHA, 2012). A anorexia pode ser uma resposta frente ao dilema da adolesc\u00eancia, e nesse sentido tamb\u00e9m revela que existe uma dificuldade de simboliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Do tempo da impot\u00eancia infantil frente ao Outro que lhe parece onipotente, at\u00e9 a adolesc\u00eancia como momento de separa\u00e7\u00e3o, como recusa a esse Outro, pode haver desventuras, principalmente quando o Outro \u00e9 asfixiante. De qualquer maneira para que surja o desejo, \u00e9 preciso haver uma separa\u00e7\u00e3o. (RECALCATI, 2001)<\/p>\n\n\n\n<p>O sintoma anor\u00e9xico pode vir aqui, como objeto separador frente a um Outro asfixiante. O Outro da anor\u00e9xica \u00e9 considerado por ela, pensando o primeiro paradigma do nada, como aquele que responde pela ordem da necessidade e que peca ao se furtar do dom do amor. A anorexia entra aqui, como uma maneira de chamar a aten\u00e7\u00e3o do Outro, de barr\u00e1-lo em suas respostas pela via da necessidade, e convocar seu amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, chama-se pseudo-separa\u00e7\u00e3o, uma falsa separa\u00e7\u00e3o do Outro, pois se busca algo do Outro, n\u00e3o h\u00e1 uma separa\u00e7\u00e3o factual do Outro, uma vez que ela se liga a ele atrav\u00e9s da demanda de amor. Em alguns casos vomitar \u00e9 uma recusa ao Outro, ao mesmo tempo em que se demanda algo dele; existe uma recusa do Outro, entretanto, \u00e9 uma recusa com caracter\u00edstica de apelo.<\/p>\n\n\n\n<p>Este primeiro nada n\u00e3o \u00e9 da ordem da necessidade e sim uma modalidade de defesa do desejo em busca de um lugar de amor, \u00e9 nesta mesma perspectiva que faz emergir a falta no Outro. Podemos dizer tamb\u00e9m que a anor\u00e9xica, em sua presen\u00e7a corporal, marcada por um a debilidade e fragilidade devido a magreza, \u00e9 uma forma de fazer-se invis\u00edvel para ser vista e assim fazer valer seu desejo.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o primeiro nada \u00e9 uma defesa do desejo e uma demanda para al\u00e9m do objeto. \u00c9 um apelo ao Outro, um apelo ao amor. Contudo de uma maneira prec\u00e1ria que possui uma devasta\u00e7\u00e3o para o corpo. Ora, podemos marcar aqui este dado cl\u00ednico contempor\u00e2neo, que \u00e9 justamente a fragilidade do eixo simb\u00f3lico e da palavra, isto \u00e9, uma manifesta\u00e7\u00e3o da precariedade do simb\u00f3lico na atualidade. Vejamos o segundo nada e como ele se relaciona a esse momento civilizat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo nada: efeito eclipse e o gozo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O segundo nada, segundo Recalcati (2001), h\u00e1 uma forma ainda mais mort\u00edfera de sua presen\u00e7a. Aqui a anor\u00e9xica some, se anula. Da mesma forma com que um eclipse no qual o sol some em seu encontro com a lua, existe um eclipse total da demanda no caso da anorexia. Trata-se aqui de uma dimens\u00e3o psic\u00f3tica.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo nada n\u00e3o se apresenta como objeto separador e protetor do desejo. O sujeito aqui n\u00e3o pede nada ao Outro, ele n\u00e3o tem uma demanda a ele uma vez que est\u00e1 separado da demanda, existindo ent\u00e3o, uma anula\u00e7\u00e3o do sujeito.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo nada se remete a rela\u00e7\u00e3o com o gozo e n\u00e3o com o desejo como \u00e9 descrito no primeiro nada. H\u00e1 toda uma atmosfera de uma ruptura radical ao campo do Outro e, por conseguinte, ao campo da palavra. Pode-se dizer que aquilo que Freud (1920\/1996) elucubrou por nome de puls\u00e3o de morte, como uma inclina\u00e7\u00e3o pulsional ao retorno ao inanimado, se presentifica no segundo nada anor\u00e9xico. \u00c9 um puro \u201cdesejo\u201d de retornar ao n\u00edvel zero de excita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Recalcati (2001) vai lembrar acertadamente o princ\u00edpio do Nirvana que est\u00e1 ligada diretamente \u00e0 puls\u00e3o de morte. Existe uma \u201cnirvaniza\u00e7\u00e3o do sujeito\u201d, que significa uma descarga que corresponde a uma puls\u00e3o no qual n\u00e3o se tem palavra s\u00f3 se tem gozo. S\u00f3 se tem morte. Ora, \u00e9 a puls\u00e3o de vida que proporciona a liga\u00e7\u00e3o do sujeito ao \u201cmundo externo\u201d, ou seja, ao campo do Outro, e assistimos no segundo nada a defus\u00e3o dos instintos de morte que incidem sobre o sujeito em um retorno feroz com vistas ao gozo.<\/p>\n\n\n\n<p>A puls\u00e3o de morte, como afirmado, visa o retorno ao estado n\u00edvel zero de excita\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a puls\u00e3o de vida, perpassando aqui as puls\u00f5es sexuais e de auto-conserva\u00e7\u00e3o visariam tamb\u00e9m esse objetivo, contudo, de maneira controlada e adiada. Os princ\u00edpios de prazer e realidade est\u00e3o a servi\u00e7o da vida, no entanto marcando um conflito e uma divis\u00e3o inerente ao sujeito. O que h\u00e1 de mais problem\u00e1tico no segundo nada \u00e9 sua tend\u00eancia a nivaniza\u00e7\u00e3o que abole a divis\u00e3o, acentuando um empuxo ao gozo.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, neste segundo nada existe uma solidifica\u00e7\u00e3o do sujeito a servi\u00e7o da puls\u00e3o de morte, uma tend\u00eancia ao zero, ou seja, uma descarga total da energia pulsional. Existe ai, uma paix\u00e3o pela anula\u00e7\u00e3o. Se o primeiro nada altera o segundo identifica. A anor\u00e9xica neste segundo caso se identifica ao nada, ao sem sabor.&nbsp; Uma paix\u00e3o por regredir a um estado anterior a vida, que podemos interpretar como um estado anterior \u00e0 palavra (LACAN, 1954-1955\/1985).<\/p>\n\n\n\n<p>Exploramos esse segundo nada com o objetivo de mostrarmos essa face de gozo presente na anorexia, e discutirmos brevemente acerca de algo fundamental que chamamos aqui de empuxo ao gozo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O gozo e a precariedade do simb\u00f3lico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O momento civilizat\u00f3rio \u00e9 marcado por alguns elementos que s\u00e3o fundamentais para efetuarmos a leitura de nosso tempo<strong>. <\/strong>Assinalamos em primeiro lugar a precariedade do simb\u00f3lico e em sequencia falamos do empuxo ao gozo. Em ambos os casos trata-se de uma marca que os chamados sintomas contempor\u00e2neos evidenciam.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando discorremos sobre os dois modos de \u201cnada\u201d ficou impl\u00edcito que abord\u00e1vamos a tem\u00e1tica envolvendo o objeto <em>a<\/em>. cabe lembrar que Lacan discorre sobre ele em v\u00e1rios momentos de seu ensino, mas podemos traz\u00ea-lo aqui sob a rubrica de objeto causa de desejo e tamb\u00e9m como gozo, como aquele que n\u00e3o se deixa nomear.<\/p>\n\n\n\n<p>Lacan (1969-1970\/1992) chega a vislumbrar alguns efeitos relevantes no sujeito pelo advento de um discurso que alterou at\u00e9 ent\u00e3o a forma de sujeito lidar com o Outro. Na verdade, n\u00e3o se trata mais nem mesmo em lidar com o Outro, uma vez que o discurso capitalista rompe fundamentalmente a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o Outro. Trata-se de elevar o objeto ao z\u00eanite social conforme nos diz Miller (2005).<\/p>\n\n\n\n<p>Miller (2005) tamb\u00e9m consente com essa afirmativa lacaniana, ao dizer que o objeto <em>a<\/em> passou a ser a b\u00fassola de nossa civiliza\u00e7\u00e3o. O resultado sobre o sujeito pela incid\u00eancia do discurso capitalista \u00e9 not\u00e1vel \u2013 uma acentuada rela\u00e7\u00e3o com o objeto sem a media\u00e7\u00e3o da palavra.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido vive-se o empuxo ao gozo, isto \u00e9, o sujeito ao imaginar que gozar\u00e1 do objeto passa a sofrer a incid\u00eancia da sua a\u00e7\u00e3o, em outros termos, ele acaba sendo consumido pelo pr\u00f3prio objeto. O norte, a b\u00fassola que conduz o sujeito n\u00e3o mais \u00e9 o Ideal, o pai, a p\u00e1tria. O sujeito desbussolado (MILLER, 2005) n\u00e3o mais se porta em inclina\u00e7\u00e3o a um Ideal, mas antes ao objeto de gozo, um gozo autista e solit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 uma face do mundo atual, que tece sintomas que se desligam de seu aspecto de demanda ao Outro. A face do sintoma contempor\u00e2neo n\u00e3o mais se enreda na met\u00e1fora, mas antes a uma inclina\u00e7\u00e3o mort\u00edfera ao gozo. Creio que esse \u00e9 o aspecto que Recalcati (2001) tentou evidenciar na anorexia. Evidentemente o primeiro nada se faz atrav\u00e9s de uma liga\u00e7\u00e3o ao Outro, enquanto o segundo nada \u00e9 uma recusa contundente a ele. No entanto, mesmo no primeiro nada, o que fica manifesto \u00e9 a precariza\u00e7\u00e3o da palavra frente ao objeto. O efeito de precariza\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico se faz sentir pela irrup\u00e7\u00e3o de um gozo feroz, que anula a palavra, e junto a ela, h\u00e1 a anula\u00e7\u00e3o do sujeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a face atual da cl\u00ednica psicanal\u00edtica, seja em institui\u00e7\u00f5es ou cl\u00ednica particular, o gozo se faz sentir em todos os \u00e2mbitos. Cabe, portanto, o analista rever sua pr\u00e1xis para que assim busque formas e maneiras de doar novamente ao sujeito um lugar de proemin\u00eancia, um lugar de fala.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CUNHA, Cristiane de Freitas; LIMA, N\u00e1dia Lagu\u00e1rdia. <strong>Uma delicada transi\u00e7\u00e3o: adolesc\u00eancia, anorexia e escrita<\/strong>. Revista Latinoamericana de psicopatologia fundamental. [online]. 2012, vol. 15, n4, PP. 798-811.<\/p>\n\n\n\n<p>FREUD, Sigmund. Extratos dos documentos dirigidos a Fliess. (1896). In: FREUD, Sigmund. <strong>Publica\u00e7\u00f5es pr\u00e9-psicanal\u00edticas e esbo\u00e7os in\u00e9ditos. Obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud: edi\u00e7\u00e3o standard brasileira<\/strong>. Rio de Janeiro: Imago. 1996. v. 1, p. 267 \u2013 331.<\/p>\n\n\n\n<p>FREUD, Sigmund. Al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer (1920). <strong>Obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud: edi\u00e7\u00e3o standard brasileira<\/strong>. Rio de Janeiro: Imago. 1996. v. 18<\/p>\n\n\n\n<p>LACAN, Jacques. (1954-1955). <strong>O semin\u00e1rio, livro2:o eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica da psican\u00e1lise<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.415p.<\/p>\n\n\n\n<p>LACAN, Jacques. (1969-1970). <strong>O semin\u00e1rio: livro 17: O avesso da psican\u00e1lise<\/strong>. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1992<\/p>\n\n\n\n<p>MILLER, Jacques-Alain. Uma fantasia.&nbsp;<strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong>, n. 42, 2005, p. 7-18<\/p>\n\n\n\n<p>RECALCATI, Massimo. <strong>Os dois \u2018nada\u2019 da anorexia<\/strong>. Correio: Revista &nbsp;da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 32, 26-36. S\u00e3o Paulo, 2001.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao nos debru\u00e7armos sobre a pr\u00e1tica psicanal\u00edtica na atualidade, ou melhor, ao vislumbrarmos as \u201cnovas\u201d forma\u00e7\u00f5es sintom\u00e1ticas que se achegam a cl\u00ednica, isto \u00e9, sobre algum ponto da contemporaneidade, logo surge como ponto de observa\u00e7\u00e3o um tema recorrente nas produ\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso da disciplina \u201cO campo do consumo e gozo\u201d, a saber, a anorexia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":448,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-443","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicologia-clinica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=443"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/443\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":663,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/443\/revisions\/663"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}