{"id":456,"date":"2021-10-07T23:41:32","date_gmt":"2021-10-08T02:41:32","guid":{"rendered":"https:\/\/symbolize.com.br\/?p=456"},"modified":"2021-10-12T00:31:09","modified_gmt":"2021-10-12T03:31:09","slug":"resumo-da-primeira-parte-do-livro-percurso-de-lacan-uma-introducao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/2021\/10\/07\/resumo-da-primeira-parte-do-livro-percurso-de-lacan-uma-introducao\/","title":{"rendered":"Resumo da primeira parte do livro \u201cPercurso de Lacan \u2013 uma introdu\u00e7\u00e3o\u201d."},"content":{"rendered":"\n<p><em>Tha\u00eds Rafael<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira parte do livro ir\u00e1 descrever a trajet\u00f3ria de Lacan. Este percurso ser\u00e1 relatado por Jacques &#8211; Alain Miller, em uma confer\u00eancia exibida na Universidade Central da Venezuela, especificamente na Escola de Psicologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Jacques Lacan nasceu em 1901 e trata-se de um personagem controverso diante de tanta genialidade. Controverso por n\u00e3o gostar de apresenta-se em r\u00e1dios e tv\u2019s, sempre discreto e modesto, apesar de tamanha intelig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Lacan tem em sua trajet\u00f3ria a marca de uma expuls\u00e3o, foi expulso da IPA e com isso, fundou sua pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o, a Escola Freudiana de Paris em 1964.<\/p>\n\n\n\n<p>Seus ensinos foram marcados por semin\u00e1rios e apresenta\u00e7\u00f5es de artigos denominados Escritos. Primeiramente, seu ensino iniciou-se pela proposta de um retorno \u00e0 Freud. Prop\u00f4s-se a discorrer sobre o inconsciente e desenvolver a seguinte frase: \u201cO inconsciente est\u00e1 estruturado como uma linguagem\u201d. Segundo Miller, esta dedu\u00e7\u00e3o de Lacan foi poss\u00edvel frente a diversas leituras da obra freudiana, que foram denominadas como uma atividade de deciframento. Ainda segundo o autor, Freud trabalha com diversos conceitos no qual fez com que Lacan chegasse ao conceito de linguagem. Exemplos disto, foram termos como condensa\u00e7\u00e3o e deslocamento, met\u00e1fora e metom\u00ednia, travessias poss\u00edveis e de dif\u00edceis questionamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra evid\u00eancia, de acordo com Miller \u00e9 que a pr\u00f3pria Psican\u00e1lise opera o sintoma atrav\u00e9s da fala, da palavra. Miller se indaga de como pode a palavra atuar sobre o sintoma e especialmente sobre o sintoma neur\u00f3tico? Como pode o artif\u00edcio freudiano, ou seja, a associa\u00e7\u00e3o livre e o dispositivo da cura anal\u00edtica, afetar o real do sintoma?<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Miller, Freud nunca disse que o inconsciente est\u00e1 estruturado como uma linguagem, Lacan \u00e9 quem introduz este axioma. Freud exp\u00f4s a descoberta do inconsciente e suas agruras. J\u00e1 Lacan, ao retomar a obra freudiana tra\u00e7ou um percurso ordenado sobre os ideais de Freud, pois este se preocupava em reabsorver a Psican\u00e1lise \u00e0s ci\u00eancias da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o autor, a metapsicologia freudiana nunca foi mais do que uma an\u00e1lise da estrutura radical da linguagem, uma l\u00f3gica do significante. Para Lacan h\u00e1, sobretudo, uma teoria da pr\u00e1tica anal\u00edtica que se sup\u00f5e ser a estrutura do inconsciente, ou seja, a an\u00e1lise forma parte do pr\u00f3prio conceito de inconsciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Lacan, em seu ato de escrever, mobiliza todos os recursos ret\u00f3ricos e homof\u00f4nicos da l\u00edngua. Sendo assim, Miller vem dizer ser muito dif\u00edcil seguir o discurso Lacaniano, frente a todo um estilo pr\u00f3prio de Lacan em que ele se ap\u00f3ia. Quando Lacan faz uso de uma palavra, n\u00e3o se deve compreend\u00ea-la em seu uso habitual, pois para entend\u00ea-lo requer estudo. A obra lacaniana trata-se de uma teoria de sucess\u00e3o, de continuidade, que se torna dif\u00edcil de captar seus pormenores. O autor retoma, que ao mesmo tempo em que encontramos refinamentos, em sua teoria, encontramos tamb\u00e9m esquemas, formas e grafos que a constituem.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode-se dizer que a teoria lacaniana ainda n\u00e3o encontrou seu esgotamento, sempre h\u00e1 o que se discutir, mesmo esta tendo 30 anos de dura\u00e7\u00e3o. Lacan data o come\u00e7o do seu ensino, propriamente, apenas a partir de 1953. Localiza esse in\u00edcio a partir do texto <em>\u201cFun\u00e7\u00e3o e campo da palavra e da linguagem em Psican\u00e1lise\u201d<\/em>. Antes disso, Lacan era um m\u00e9dico psiquiatra que escreveu v\u00e1rios artigos sobre sua pr\u00e1tica cl\u00ednica neste \u00e2mbito.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de 1945, Lacan desenvolve a primeira teoria da Psican\u00e1lise, sobretudo, ap\u00f3s a guerra. Ele fez do<em> imagin\u00e1rio <\/em>a dimens\u00e3o pr\u00f3pria da experi\u00eancia anal\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1953, por causa do movimento psicanal\u00edtico franc\u00eas, Lacan introduz a proposi\u00e7\u00e3o \u201co inconsciente estruturado como uma linguagem\u201d e a distin\u00e7\u00e3o do Real.<\/p>\n\n\n\n<p>Miller neste texto traz uma nota muito importante, localiza as seguintes datas: Entre 1953 e 1963, o ensino lacaniano toma a forma de um semin\u00e1rio de textos freudianos. Cada ano dedicado a um conceito, uma ou duas obras de Freud. Neste per\u00edodo a dimens\u00e3o essencial da experi\u00eancia \u00e9 a do simb\u00f3lico.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros 10 anos de 1964-1974, aproveitando o segundo movimento psicanal\u00edtico, j\u00e1 n\u00e3o se discute diretamente os textos de Freud, mas s\u00e3o os pr\u00f3prios termos lacanianos a entrar em cena como, por exemplo, o sujeito barrado, o objeto a e o Outro A (mai\u00fasculo).<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de 1974 entramos no terceiro per\u00edodo, no qual o autor distingue como o ensino de Lacan propriamente dito, tomando por objeto o pr\u00f3prio fundamento de seu discurso e a triparti\u00e7\u00e3o do Real, Simb\u00f3lico e o Imagin\u00e1rio. E no \u00faltimo per\u00edodo o conceito sobre o Real tornou o mais essencial. O autor destaca todo o discurso de Lacan, como uma l\u00f3gica irresist\u00edvel e que a triparti\u00e7\u00e3o ocupou o 1\u00ba lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Miller, de acordo com Lacan, o est\u00e1dio do espelho resume-se no interesse l\u00fadico da crian\u00e7a em d\u00e1 mostras, entre os seis e os dezoitos meses, a sua imagem especular. A crian\u00e7a reconhece sua imagem e se interessa por ela. Para Lacan, este \u00e9 um fator observ\u00e1vel. Posteriormente, Lacan considerou que o essencial n\u00e3o era o est\u00e1dio e sua observa\u00e7\u00e3o, mas sim o interesse singular da crian\u00e7a, o desamparo na qual experimenta uma discord\u00e2ncia intra-org\u00e2nica. Portanto, a imagem \u00e9 a sua (imagem da crian\u00e7a), mas ao mesmo tempo \u00e9 de um outro. A imagem captura a crian\u00e7a e esta se identifica com ela. Isso, segundo o pr\u00f3prio Miller, levou Lacan \u00e0 id\u00e9ia de que a aliena\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria \u00e9 constitutiva do eu (m\u00f3i).<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse princ\u00edpio, Lacan pensou na experi\u00eancia cotidiana, no que diz respeito \u00e0 agressividade do homem com rela\u00e7\u00e3o ao seu semelhante, justamente por ser semelhante, por que \u00e9 outro e sendo ao mesmo tempo ele mesmo sobre o modelo desta imagem. Isso tamb\u00e9m explica a rela\u00e7\u00e3o paran\u00f3ica do homem com seu objeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Miller retoma o conceito do eu (m\u00f3i) e vem dizer que essa quest\u00e3o comprometia Lacan com uma via oposta \u00e0 via anglo-sax\u00f4nica da psican\u00e1lise. No mesmo per\u00edodo em que Lacan tratava o est\u00e1dio do espelho, temos em Nova York e em Chicago ema teoria bem diferente, que propuseram reinterpretar Freud a partir de sua segunda t\u00f3pica. Essa concep\u00e7\u00e3o tem tido grande triunfo at\u00e9 os dias atuais nos pa\u00edses ingleses e norte-americanos. A t\u00f3pica freudiana que distingue o eu, supereu e o isso \u00e9 uma teoria tardia e tais psicanalistas tomam o eu como inst\u00e2ncia central da personalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Lacan, disse que a concep\u00e7\u00e3o do eu, ainda que esta id\u00e9ia esteja em Freud, \u00e9 originalmente um engano, pois est\u00e1 constitutivamente desintegrado. O eu, na concep\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio do espelho, n\u00e3o \u00e9 um unificador e sim uma desordem de identifica\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias no que diz respeito \u00e0 cura anal\u00edtica. Segundo essa concep\u00e7\u00e3o tais identifica\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias reaparecem sucessivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Miller cita que o eu \u00e9 uma desordem e \u00e9 assim que ele aparece no campo da psican\u00e1lise, j\u00e1 em outros campos \u00e9 poss\u00edvel dar-lhe outros valores e \u00e9 por isso que a psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 uma psicologia \u2013 \u00e9 essa concep\u00e7\u00e3o n\u00e3o unificada, n\u00e3o unificante do eu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, essa primeira parte da teoria lacaniana encontra uma dificuldade: A rela\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria entre o eu e o outro \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o mort\u00edfera, uma rela\u00e7\u00e3o na qual est\u00e1 o eu ou o outro. \u00c9 ai, que Lacan em seu inicio te\u00f3rico distingue o imagin\u00e1rio e o simb\u00f3lico. Miller vem dizer, que o conceito de simb\u00f3lico \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o bem elaborada e tem duas vertentes: Uma pela via da palavra e outra pela vertente da linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a vertente da palavra: Tem como fun\u00e7\u00e3o pacificadora, ou seja, identifica\u00e7\u00f5es salvadoras que permitem superar a rivalidade imagin\u00e1ria. Portanto, a palavra adquire uma fun\u00e7\u00e3o de media\u00e7\u00e3o entre os sujeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao sintoma, este \u00e9 um defeito de simboliza\u00e7\u00e3o. De acordo com o autor, o sintoma constitui um centro de opacidade no sujeito por que n\u00e3o foi verbalizado, n\u00e3o foi passado para via da palavra. A cura anal\u00edtica, digamos assim, passa por essa via, uma \u201ccura na simboliza\u00e7\u00e3o\u201d. Para Miller, a cura \u00e9 um processo fundamentalmente intersubjetivo, no decorrer do qual o sujeito \u00e9 levado a restabelecer a continuidade de sua hist\u00f3ria, interrompida pelo sintoma. A cura opera porque permite da significa\u00e7\u00e3o retroativa ao que permaneceu opaco para o sujeito em sua experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a vertente da Linguagem: sobre esta podemos dizer que Lacan recorreu a ling\u00fc\u00edstica para complementar seus pensamentos. Segundo o autor, pode-se chamar de ordem simb\u00f3lica como conjunto diacr\u00edtico de elementos discretos, separados. Valores que s\u00e3o adquiridos na rela\u00e7\u00e3o uns com os outros, vem da ling\u00fc\u00edstica estrutural de Saussure.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre as duas vertentes, pode-se dizer que existe um problema particular. A primeira vertente \u00e9, sobretudo, da significa\u00e7\u00e3o e a segunda vertente \u00e9 da ordem do sem-sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos observar que Lacan passou da primeira vertente \u00e0 segunda, buscando em Saussure um paralelo entre o significante e o significado, onde o primeiro atua sobre o segundo, no qual o significante cria o significado e \u00e9 a partir do sem-sentido do significante que se engedra a significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro plano, Lacan introduz o conceito de cadeia de significantes para dar conta da sobredetermina\u00e7\u00e3o na qual v\u00ea a condi\u00e7\u00e3o de toda forma\u00e7\u00e3o do inconsciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Lacan assinala que o automatismo de repeti\u00e7\u00e3o, no sentido de Freud, veicula uma marca indel\u00e9vel e que o inconsciente est\u00e1 constitu\u00eddo por essa marca, da qual o sujeito n\u00e3o consegue desembara\u00e7ar-se. Em um terceiro momento, Lacan faz funcionar o simb\u00f3lico, a estrutura \u00edntegra, como um termo. A rela\u00e7\u00e3o entre a estrutura simb\u00f3lica e o sujeito, se distingue da rela\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria do eu e o do outro. Por isso, de acordo com Miller, introduziu-se a escritura com Outro com mai\u00fascula (A), que se diferencia do outro (min\u00fasculo).<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o Outro, pode-se dizer que este est\u00e1 relacionado ao grande Outro (A), da linguagem. Outro do discurso universal, de tudo que foi dito. \u00c9 um Outro tamb\u00e9m ligado a verdade, esse Outro que \u00e9 um terceiro em rela\u00e7\u00e3o a todo o di\u00e1logo. O Outro de Lacan \u00e9 tamb\u00e9m um Outro cujo inconsciente \u00e9 o discurso , do desejo, do desejo do inconsciente. Miller vem dizer, que o que Lacan chama de Outro \u00e9 uma dimens\u00e3o de exterioridade que tem uma fun\u00e7\u00e3o determinante para o sujeito. O autor completa que ao se ler na obra freudiana o \u201cOutro\u201d, este possui v\u00e1rias significa\u00e7\u00f5es variadas. Essa constru\u00e7\u00e3o, portanto, implica que o inconsciente n\u00e3o resiste, ele repete. Ele gira como uma mensagem no computador, n\u00e3o deixa de girar e sempre diz a mesma coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Miller indaga qual a fun\u00e7\u00e3o do psicanalista. Para que deve t\u00ea-lo preparado sua forma\u00e7\u00e3o? O analista tem como fun\u00e7\u00e3o desaparecer enquanto eu (m\u00f3i), n\u00e3o deve permitir que suas rela\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias domine a situa\u00e7\u00e3o anal\u00edtica. Na experi\u00eancia anal\u00edtica deve ocupar-se do lugar do grande Outro, apenas desse lugar tem a possibilidade de desfazer o sintoma. Lacan desenvolve v\u00e1rias outras hip\u00f3teses sobre a posi\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, mas essa \u00e9 valiosa, confirma o autor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao citar o esquema desenvolvido por Lacan em seu livro, Miller ressalta que Lacan em um primeiro momento \u00e9 estruturalista, em um segundo sentindo um estruturalista radical e num terceiro sentido de modo algum ele seria estruturalista. Isto por que a estrutura dos estruturalistas \u00e9 uma estrutura completa e coerente, j\u00e1 a estrutura lacaniana \u00e9 antin\u00f4mica e incompleta. Lacan se ocupa da estrutura e do sujeito, quest\u00e3o inexistente para os estruturalistas de fato.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura lacaniana \u00e9 uma estrutura que captura o ser vivente, particular, que fala. Isso cria uma diferen\u00e7a com todas as psicologias, tanto humana quanto animal. N\u00e3o se pode observar a linguagem simplesmente como um meio de express\u00e3o. Sobre o significante, Miller diz que a estrutura significante, tem um efeito de desvitaliza\u00e7\u00e3o do corpo, mortifica-o. Em geral, segundo o autor, no homem, o significante substitui a necessidade, pois a demanda ao Outro tende a se converter em demanda pura da resposta do Outro e \u00e9 ai que se coloca o amor, que vai al\u00e9m da satisfa\u00e7\u00e3o da necessidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Lacan o princ\u00edpio da identifica\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica se d\u00e1 a partir do significante da resposta do grande Outro, a primeira identifica\u00e7\u00e3o do sujeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, Miller vem dizer que o desejo no sentido de Freud, este desejo do inconsciente \u00e9 um desejo sempre particular de cada um. N\u00e3o h\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o para o desejo, o desejo est\u00e1 a tal ponto capturado no deslizamento da cadeia significante. Este desejo, portanto, n\u00e3o est\u00e1 destinado \u00e0 plenitude, ele est\u00e1 coordenado, a uma fun\u00e7\u00e3o de falta e car\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIA:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>MILLER, Jacques-Alain. <strong>Percurso de Lacan: <\/strong>uma introdu\u00e7\u00e3o. 2. ed. rev. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1988. p. 11 \u2013 26.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira parte do livro ir\u00e1 descrever a trajet\u00f3ria de Lacan. Este percurso ser\u00e1 relatado por Jacques &#8211; Alain Miller, em uma confer\u00eancia exibida na Universidade Central da Venezuela, especificamente na Escola de Psicologia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":458,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-456","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicologia-clinica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=456"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":664,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/456\/revisions\/664"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/458"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/symbolize.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}